segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O Teatro das Palavras

Há tempos não concordava tanto com idéias que não são minhas. O Teatro das Palavras é um blog escrito por dois jovens diretores que gostam de pensar arte e liberdade. Quer algo mais dionisíaco que isso? Tá, tem a Sociedade Dionisíaca, mas não é disso que estamos falando.

Agradecimentos especiais à Mariana (que era admiradora secreta do nosso blog até ontem) pela dica.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Tito Lívio e os Bacanais

O texto a seguir foi roubado do Banco de Dados da Folha e, segundo a página, foi publicado na Folha de S. Paulo em 4 de fevereiro de 1978.

Havia dois tipos de bacanais: as festas religiosas celebradas em época certa, em homenagem a Baco, que o mesmo deus celebrava perpetuamente, e as festas ou orgias do culto dionisíaco, famosas na história de Roma, em virtude da proibição com que as suspendeu o Senado, no ano 186, a.C.

Um minucioso relato do historiador Tito Lívio e o texto do "Senatus Consultus de Bacchanalibus", conservado numa prancha de bronze, permitem conhecer com exatidão a história das bacanais romanas e os motivos que determinam a rigorosa medida do Estado contra eles. Um grego, de baixa condição, espécie de sacerdote e adivinho ambulante, foi quem introduziu na Etrúria as práticas religiosas do culto a Baco, que até então só era conhecido na Magna Grécia. O culto se celebra durante a noite, admitindo-se homens e mulheres indistintamente, e essa promiscuidade, unida ao furor báquico, foi que deu origem a todos os excessos de libertinagem. Denuncias caluniosas, testamentos falsos, envenenamento, desaparecimento de homens e mulheres eram sempre o saldo das festas orgíacas. Foi da Etrúria que os mistérios dionisíacos chegaram a Roma, levados pela sacerdotisa Paculla Annia. No princípio, eram festas noturnas, assistidas apenas por mulheres, Paculla instaurou a promiscuidade, fazendo a festa cinco vezes por mês, na qual homens e mulheres se entregavam a todos os excessos do vinho e do amor, possuídos do furor sagrado de Baco. A orgia era em ambiente privativo dos iniciados, e seus participantes tinham o dever de guardar segredo sobre as práticas a que se entregavam.

O segredo dos mistérios báquicos durou muito tempo, até ser revelado pela amante do cavaleiro Esbutius, a liberta Hispalia Fescênia, de cujo nome vem a palavra fescenino. Antiga participante do bacanal, Fescênia revelou ao amante, desejoso de iniciar-se também, os mistérios orgíacos. Horrorizado, Esbutius, denunciou tudo ao cônsul Postumius, a quem Fescênia, embora temendo a cólera dos deuses e dos irmãos de seita, contou tudo o que sabia. O lugar da reunião era o bosque sagrado de Simila, perto de Roma. Tito Lívio faz o relatório desse depoimento.

Os homens, possuídos de delírio, profetizavam, entre fanáticas contorções. As mulheres, vestidas de bacantes, com os cabelos soltos, lançavam tochas ardentes no Tibre. O mais alto grau da perfeição báquica era não considerar nada vedado pela moral. Os tímidos e os envergonhados, que se negavam a acompanhar os demais, eram sacrificados. O número de iniciados era tão considerável, que constituía um segundo povo, figurando entre eles mulheres e homens da mais alta sociedade. Em certa época, os iniciados passaram a exigir a idade mínima de vinte anos para os novos sócios.

O inquérito feito por Postumius e levado ao Senado romano indicou que passava de sete mil o número de iniciados, sendo a maioria de mulheres. Tomaram-se medidas de grande rigor, diante das investigações que comprovaram a denúncia de Fescênia. As bacanais foram proibidas, sob as mais severas penalidades, como atentatórias à segurança do Estado. Figuravam entre as penas cominadas, a pena capital, sendo interditadas as festas não apenas em Roma, mas também em toda a Itália. Todas as províncias foram proibidas de celebrar bacanais. Mas a decisão não era drástica: quem quisesse promover um bacanal, tinha que ir a Roma, fazer uma declaração prévia ao pretor da cidade e aguardar a permissão do Senado, que devia ser dada em sessão com a presença de pelo menos 100 senadores. Além disso, não se permitia mais nenhuma bacanal com mais de cinco pessoas; dois homens e três mulheres.

Mas apesar de todas essas providências oficiais de repressão, os devotos continuavam celebrando os ritos de Baco em bacanais mais ou menos clandestinas. E era tão grande o número de adeptos dessas orgias religiosas, que, no ano de 184 (a.C.), em Tarento, e em 181, na Apúlia, o povo promoveu uma rebelião para restaurar o direito de celebrar as bacanais. Há uma sátira de Varro, segundo a qual as bacanais se faziam em Roma sob disfarçada clandestinidade, enquanto no resto do Império havia uma razoável tolerância. De qualquer forma, nunca deixou de existir a festa pública celebrada todos os anos a 16 de março, chamada Liberalia. Liber era também o nome latino de Baco. Por fim, é interessante notar que o nome de bacantes, depois estendidos também aos homens, era inicialmente reservado às mulheres que se entregavam ao culto orgiástico do deus. Além disso, vale a pena lembrar que as bacantes eram senhoras da melhor origem patrícia, escolhidas entre elas as de mais ilibada reputação, pois as práticas da orgia religiosas constituíam não uma imoralidade, mas um ato de comunhão com a divindade.

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TITO LÍVIO (59-17 a.C.), foi um dos mais importantes historiadores romanos. Nasceu em Pádua. Escreveu um livro sobre de "Diálogos sobre a Filosofia", que serviu para recomendá-lo à confiança do Imperador Augusto. Mas sua grande obra é a: "História de Roma", escrita, segundo ele, "para esquecer os sofrimentos de seu tempo, lembrar os grandes feitos do passado e apontar exemplos excelentes para o futuro". Trata-se de um monumento da literatura nacional de Roma. O texto que publicamos hoje é adaptação de uma passagem de Tito Lívio, tirada do original latino do autor por Gerardo Mello Mourão.

MSN



Criei um MSN da Sociedade Dionisíaca. Agora vocês podem falar diretamente com deus.
sociedadedionisiaca@gmail.com

Quem quiser enviar algum relato, dúvida, elogio ou reclamação também pode enviar um e-mail para o endereço acima.

E temos também twitter, o feed e o chat: group109667@groupsim.com

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Arriba, abajo, al centro e adentro!

Raramente faço esses testes estilo "qual personagem você é", mas recebi um hoje no facebook que me despertou curiosidade: "qual álcool você é". Preenchi o questionário com a esperança de que o resultado fosse "TODOS! Você é a encarnação de Dionísio." Não foi esse o resultado, mas ele não poderia ter sido mais sincero.



Você é a tequila. Você só quer saber de se divertir. Você às vezes bebe demais e acaba fazendo algo que você nunca pensou que faria, mas ainda se diverte fazendo isso.




Pedi para um amigo adivinhar qual tinha sido meu resultado e esse foi seu primeiro palpite. Também pudera, conhecemo-nos em uma noite da tequila, entitulada Clube da Fossa. Estava em depressão por causa de um trágico fim de namoro e começando a ter crise de abstinência pela falta de sexo, então resolvi sacrificar uma das garrafas que guardo pra situações especiais. Encontrei garotas que estavam mal também e as convidei para afogar as mágoas. Uma delas resolveu trazer esse amigo, o que se revelou uma coisa boa no fim das contas. Moral da história: ganhei 2 amigos e ainda tirei o atraso tirei o atraso tirei o atraso tirei o atraso tirei o atraso tirei o atraso...



Felizmente, não houve uma única vez em que a noite da tequila não terminou em putaria. Às vezes era algo a dois, mas normalmente envolve pelo menos três dos presentes. Algo de mágico acontece quando a tequila domina o grupo e um clima de brincadeira e tesão incontrolável simplesmente surge.

Já bebi demais e fiz coisas que me surpreenderam, mas foi divertido de qualquer forma, como o teste bem disse. É claro que isso é arriscado e tenho traumas colossais por causa de eventos como esses, mas uma vez que se conheça as propriedades místicas desse elixir dionisíaco e as pessoas que estão com você, é diversão na certa.


Ritual do Corvo
Pessoas: Reúna de quatro a seis pessoas com o espírito dionisíaco. Não precisam ser conhecidas entre si, o importante é a disposição para beber. Esse número também pode variar, citei apenas o ideal.

Ambiente: Prepare um local com o máximo de privacidade possível. Também deve ser confortável e o ideal é que não tenha muita iluminação. Camisinhas e outros utensílios sexuais devem estar tão próximos quanto possível, mas não à vista. Prepare o sal, corte o limão em oito partes iguais e deixe junto de copos shot e uma garrafa cheia de tequila.

Invocação: Coloque um punhado de sal nas costas de sua mão esquerda e uma dose de tequila em um copo de shot. Segure o pedaço da fruta com mão a esquerda e o copo com a direita. Todos devem proferir os dizeres "arriba, abajo, al centro e adentro" acompanhados dos movimentos correspondentes com o copo: acima, abaixo, à frente e beber. Antes de falar o "adentro", lambe-se o sal que está na mão e, após beber a tequila de um gole só, morde-se o limão. Isso deve ser repetido sempre que forem beber. O ideal é que a tequila seja bebida aos poucos, intercalada com outra atividade como pôquer ou um filme. Não tenha pressa. Quando você vir, já estará rolando.

Obs.: Sempre fiz com josé cuervo, então não sei se funciona com outras tequilas.

Há ainda o bodyshot, bem mais divertido que a modalidade tradicional. Sal, limão e tequila (no copo ou não) colocados no corpo de alguém para consumo direto na fonte. Isso é pra pessoas com um pouco mais de intimidade.











Experimentem e mandem seus relatos para sociedadedionisiaca@gmail.com que eu publico aqui.

domingo, 22 de novembro de 2009

Santíssima Trindade

ÁLCOOL



O site da Associação Brasileira de Bartenders possui informações sobre cursos, campeonatos e até algumas receitas. E ainda é bonitinho.



ARTE


Descobri este site sem querer. Inventei o endereço quando estava desesperado por um pouco de cultura musical. Apesar de poder ver clipes de gente famosa, o destaque do Audiotube são os novatos.


SEXO


Blog da galera de swing mais animada do Rio de Janeiro. Já leio esse blog há muito tempo e ajuda muito a perder certos preconceitos. Fui à 18A na última quinta e é muito melhor do que eu esperava. Depois relato aqui.


Nossa comunidade.
Nosso twitter.
Nosso feed.

sábado, 21 de novembro de 2009

A Bela (e Inteligente) da Tarde


A ex-prostituta que divulgava suas memórias no blog Belle de Jour - Diary of a London Call Girl (Bella do Dia - Diário de uma Garota de Programa de Londres), revelou sua identidade ao Sunday Times no dia 15 de novembro. O nome real dela é Brooke Magnanti, e trata-se de uma oncologista de 34 anos especializada em câncer infantil que atualmente trabalha para a Universidade de Bristol na Inglaterra. O segredo foi mantido por seis anos e muito se especulou sobre quem seria a mente por trás da personagem, até que a Dra. Magnanti desfez o mistério por, segundo ela mesma, não querer mais esse grande segredo pesando sobre seus ombros.

A cientista fez programas de 2003 ao final de 2004 para ajudar a custear seu doutorado em informática, epidemologia e ciências forenses. Neste período, fez sexo com algo entre dúzias e centenas de homens [bem que poderia ser mais precisa...]. Cobrava 300 libras (cerca de R$860,00), das quais ficava com 200 libras (uns R$574,00) para bancar seus estudos. Trabalhava também como programadora de computador, mas afirma que sua outra atividade era bem mais agradável. [Piada #1: Não precisa ser um cientista brilhante pra saber que transar é muito mais divertido que programar computadores...] [Piada #2: Seu talento era mesmo fazer programa.]


O nome do blog é baseado no filme de Luis Bruñol, Belle de Jour, que aqui ficou conhecido como A Bella da Tarde. Na trama, Catherine Deneuve é Séverine, uma jovem esposa rica e infeliz que freqüenta um bordel para realizar suas fantasias sexuais.

A página ganhou notoriedade e virou a minissérie de TV em 2007 pelo canal aberto ITV, "Secret Diary of a Call Girl" (Diário Secreto de uma Garota de Programa). Algumas editoras também se interessaram nas aventuras da Dra. Magnanti e ela chegou a publicar três livros. Com o dinheiro dessas adaptações, a cientista pôde abandonar a vida de prostituta e concluir seus estudos.

Um porta-voz da universidade disse: "Esse aspecto do passado da Dra. Magnanti não é relevante para o seu atual papel na universidade" e que as revelações não afetariam suas futuras chances de contratação. [A Uniban tem muito o que aprender com Bristol.]

Oráculo:BBC Brasil